Introdução:em 1 Coríntios 15:58 Paulo faz a seguinte recomendação à Igreja: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. Com base nesse conselho apostólico, veremos no estudo dessa semana que a postura correta dos filhos de Deus faz com que entrem num caminho de vida abundante.
Para compreendermos melhor essa proposta do apóstolo Paulo, três considerações precisam ser levadas em conta:
1. Abundância – Paulo diz que devemos ser sempre abundantes na obra do Senhor. Há uma chamada da parte de Deus à abundância, à fertilidade, à produtividade, à fartura. Jesus diz em João 10:10 que “Ele veio para que tivéssemos vida e vida com abundância”. Ou seja, Deus não quer para os seus filhos uma vida pautada pela miséria e escassez; a vida que Ele nos concede é abundante.
Porém, é necessário compreender que a abundância proposta é o resultado do nosso posicionamento. Isso fica muito claro nesse versículo, pois, antes de dizer que devemos ser abundantes, Paulo fala que devemos ser firmes e constantes. O que o apóstolo está dizendo é que firmeza e constância nos levam à abundância. Repare que existe um caminho para chegarmos à abundância. Assim sendo, vejamos, então, o que firmeza e constância significam na vida dos filhos de Deus.
2. Firmeza – o caminho que nos leva à abundância, obrigatoriamente, em primeiro lugar, passa pela firmeza. Para conquistar a vida abundante, nós temos que ser firmes. Sem firmeza, ninguém atingirá a plenitude do que Deus preparou. Buscando ajuda no dicionário, constatamos que três palavras sintetizam muito bem o que é ser firme:
a) Decisão – entendemos que firmeza tem a ver com decisão. O indeciso não é firme. Hoje, alguém pode afirmar que descobriu o caminho, que Jesus é o Senhor, que não há outro Salvador, entretanto, sem firmeza, a sua decisão não se sustenta. Esta é a razão pela qual muitos voltam atrás, porque a alma não se deixa consolidar.
b) Coragem – a outra palavra é a coragem. Ninguém se decide sem ter coragem. Deixar que Deus transforme a nossa vida, exige de nós a coragem da nossa entrega. Muitas pessoas não provam do melhor de Deus porque têm medo de se render ao Senhor e deixá-lo cumprir a sua vontade. Guarde essa verdade no seu coração: toda decisão requer coragem.
c) Estabilidade – a estabilidade tem um papel fundamental na decisão que tomamos. Ela retira da nossa alma os altos e baixos, tanto a euforia (resultado dos picos emocionais) quanto a depressão (os buracos emocionais onde a alma do homem tantas vezes cai). Uma pessoa estável é uma pessoa sólida. Nada é capaz de abalá-la.
3. Constância – depois de dizer que devemos ser firmes, Paulo também diz que devemos ser constantes. Na constância se evidencia a nossa perseverança. O constante é intenso, ele não alivia, “não tira o pé”, ele não dá pausas. Muitas pessoas começam muito bem. A primeira impressão que dá é que elas estão prontas e irão permanecer para sempre.
Entretanto, elas acabam relaxando durante a caminhada, fazem concessões, relativizam o ensino da Palavra e tornam-se vítimas dos seus próprios equívocos. Por outro lado, o constante é aquele que tem ritmo, ele não acelera nem retarda o processo. Há uma cadência na sua vida que lhe permite caminhar com segurança e, por isso, ele vence o tempo e conquista a vida abundante.
Conclusão: para finalizar, reafirmamos que os firmes e constantes tornar-se-ão abundantes na obra do Senhor. Uma vida vivida assim, não ficará sem alcançar bons resultados. Por isso, Paulo termina o versículo dizendo que o nosso trabalho não é em vão no Senhor. Ou seja, todo o nosso esforço, as nossas ações, tudo o que fizermos não será inútil, e alcançaremos galardão.