Eu é que sei

Jeremias 29:1-14

Introdução: o estudo dessa semana tem como base um dos períodos mais conturbados da história de Judá. Um tempo difícil profetizado por Jeremias, onde o povo de Deus se encontrava no cativeiro de Babilônia. Sobretudo, aquele tempo constituiu-se num período de humilhação. Uma nação soberana perde a sua estrutura e é levada para o cativeiro num outro território.

Entretanto, mesmo diante do infortúnio, Deus queria fazer de tudo aquilo um tempo de ensino e correção. O seu povo havia se afastado dos seus princípios, e Deus usou Babilônia para corrigi-los. Por mais doloroso que fosse, Deus estava promovendo ajustes na rota de Judá. 

Olhando para esse episódio, entendemos que nos momentos em que estamos aprendendo com as dificuldades – na nossa relação com Deus – temos que primar por princípios que estão contidos nessa passagem que vamos estudar. Assim sendo, façamos algumas considerações:

1. Não deixar de viver confiando que a restauração virá – em primeiro lugar, nos versos 4, 5, 6 e 7, Deus incentiva Judá a edificar casas e habitar nelas, plantar pomares e comer do seu fruto. Diz que eles deveriam tomar esposas e gerar filhos, e ensinar aos seus filhos a fazerem o mesmo, a fim de que se multiplicassem e não diminuíssem na terra de Babilônia. Orienta-os a orar pela paz de Babilônia, para que na paz da cidade eles também tivessem paz.

O que Deus está dizendo ao seu povo por intermédio de Jeremias é que mesmo em meio ao desterro, eles não deveriam se entregar à depressão. Mesmo sendo corrigidos de uma forma tão dura, eles deveriam confiar que a restauração viria. Portanto, eles teriam que continuar vivendo, lutando pelo dia de amanhã, aguardando o cumprimento da profecia da restauração.

Infelizmente, muitos quando estão passando por dificuldades, ao invés de aprender com elas e continuar tocando a vida à espera da restauração, acabam se entregando e permitem que o espírito da destruição tome conta. Tem gente que se rebela de tal forma que não permite mais que Deus faça a obra, porque no endurecimento do coração buscam a destruição quando deveriam continuar vivendo na convicção da restauração.

2. Não dar ouvidos ao espírito de engano – em segundo lugar, temos que considerar o que Jeremias diz no verso 8. O profeta fala de outros profetas, adivinhos e sonhadores que confundiam a cabeça do povo apresentando a eles atalhos e facilidades conforme o desejo da alma. Não podemos nos esquecer que em tempos de dificuldades e correções, não faltarão aqueles que serão usados pelo espírito do engano com a finalidade de nos seduzir.

Quando nos encontramos vulneráveis diante das lutas, nos tornamos um alvo extremamente atrativo para o inimigo. Entretanto, permaneça firme na promessa. Cuidado com os caminhos fáceis, continue trabalhando firme. Não dê ouvidos ao espírito do engano que quer nos tirar do caminho proposto pelo Senhor.
 

3. Confiar que o plano de Deus é o melhor – em terceiro lugar, consideremos o verso 11 quando Deus diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais”. Que declaração de amor! Deus não pensa o mal para nós, Ele não quer a nossa destruição, ainda que o percurso seja doloroso, o fim que Ele quer nos dar é exatamente o que desejamos. Portanto, mesmo sem entender, confie no plano de Deus para a sua vida; você pode não saber, mas Ele sabe.

4. Buscar aquele que vai mudar a nossa sorte – em quarto lugar, há um princípio que não pode ser desprezado em tempo algum, quanto mais nos tempos difíceis. Nos versos 13 e 14, Deus ensina-nos a buscá-lo de todo o nosso coração, prometendo que aqueles que assim fizerem irão achá-lo. O Senhor diz que ao achá-lo, a nossa sorte será mudada. Por isso, o que de mais importante temos que fazer no tempo da correção é buscar ao Senhor. Quem o busca, certamente o encontra. E quem o encontra, terá a sua sorte mudada. E, então, uma nova história e um novo tempo se iniciam na nossa vida.



Ap. Laerte Cardoso

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